
Um homem catava pregos no chão.
Sempre os encontrava deitados de comprido,
ou de lado,
ou de joelhos no chão.
Nunca de ponta.
Assim eles não furam mais - o homem pensava.
Eles não exercem mais a função de pregar.
São patrimônios inúteis da humanidade.
Ganharam o privilégio do abandono.
O homem passava o dia inteiro nessa função de catar
pregos enferrujados.
Acho que essa tarefa lhe dava algum estado.
Estado de pessoas que se enfeitam a trapos.
Catar coisas inúteis garante a soberania do Ser.
Garante a soberania de Ser mais do que Ter.
Tratado geral das grandezas do ínfimo, Editora Record - 2001, pág. 43
Sempre os encontrava deitados de comprido,
ou de lado,
ou de joelhos no chão.
Nunca de ponta.
Assim eles não furam mais - o homem pensava.
Eles não exercem mais a função de pregar.
São patrimônios inúteis da humanidade.
Ganharam o privilégio do abandono.
O homem passava o dia inteiro nessa função de catar
pregos enferrujados.
Acho que essa tarefa lhe dava algum estado.
Estado de pessoas que se enfeitam a trapos.
Catar coisas inúteis garante a soberania do Ser.
Garante a soberania de Ser mais do que Ter.
Tratado geral das grandezas do ínfimo, Editora Record - 2001, pág. 43
4 comentários:
fala cara,sou de são paulo e gostei do seu blog..
poesia boa ..gosto disso..
acabei de fazer um blog com minhas coisas dá uma olhada..
até
http://caracolenristre.blogspot.com
nao intendo nada sobre poemas assim kkkkkkkkkkkkkkkk minha mente nao capita o k o poema ker dizer kkkkkkkkkkkkkkk
muito bacana essa poesia
muito bacana essa poesia
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